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terça-feira, julho 12, 2011

Diários, fatos e nostalgia

  Hoje mais cedo eu peguei uns diários, cadernos e folhas antigas para me desfazer de algumas, e então uma Nostalgia gigantesca veio.
  É engraçado... eu, com 9 anos, já escrevia muitas coisas em folhas, e o mais interessante é que, em muitas delas, eu registrava frases como: "isso aqui é para quando eu ficar mais velha, para eu poder relembrar da minha infância". É como se isso fosse um presente para eu mesma.
  Parar para pensar nas coisas que se passaram todos esses anos é gozado. Às vezes parece que tudo isso é um sonho, como no filme "A Origem", onde o mundo real pode não ser onde estamos, e tudo isso é algo que criamos, e o nosso "verdadeiro eu" está dormindo, bem adormecido, esperando uma "anestesia" passar.
  À medida que os anos passam, mais surreal tudo parece. Às vezes não percebemos, mas já faz 9 anos que o Brasil ganhou o seu Pentacampeonato na Copa Mundial de Futebol, faz uma década que o século XXI começou, ainda ontem celulares eram gigantes e a internet era para poucos; agora a era da tecnologia está aí e a Seleção Brasileira de Futebol tem nos decepcionado algumas (muitas) vezes.
  Eu não sei vocês, mas eu sempre gostei (amei e adorei) a saga "Harry Potter", da ilustre escritora J. K. Rowling. Nos meus onze anos eu esperei, no dia 1º de setembro, a minha carta de Hogwarts chegar de ultima hora e eu ir voando para a estação de King's Cross pegar o trem para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e agora, depois de todos os livros, o último filme estréia nesta sexta, dia 15.
  Impressionante tudo isso, não?
  Então, meus leitores, façam muitos planos para o Futuro, pois o Presente acabou de partir (e não voltará mais), e com ele levou tudo o que planejamos para ontem, para anteontem, para semana passada, para uma vida que já se foi.

Viver não é a mesma coisa que sobreviver

  "A vida na escola acaba, e muitas pessoas se esquecem de que existe vida pós Ensino Médio". Essa é uma frase que eu costumo dizer desde que eu terminei a escola, ao fim do ano passado, e é mais do que claro que essa é a realidade de muitos jovens-adultos por aí. 
  O problema maior não são as pessoas se esquecerem de que é preciso agir de modo diferente comparado à antigamente, que os 15, 16, 17 anos se vão, que a vida não espera ninguém, que o tempo perdido é irreversível. Por mais que você "ainda seja jovem", um ano "parado" pode significar muita coisa: muito tédio, muitos pensamentos sobre nada, muitas conclusões falsas. Um ano parado possui uma produtividade quase nula comparada a de um ano que você está estudando, trabalhando, ou (por que não?) fazendo ambos; e mesmo que você não se sinta preparado para fazer um ou outro, há a opção de refletir sobre o que passou e guardar as pessoas boas, os bons amigos, sem desprezar ninguém em particular, em querer logo mudar a sua vidinha monótona de antes. 
  O porquê deste post? Bem... ontem uma antiga companheira de colégio veio conversar comigo fazendo uma filosofia (mais do que) barata sobre "a vida". Julgou-se (um tanto indiretamente, um tanto diretamente) autossuficiente, desnecessitada de amizades, sem vontade, sem ideia e sem necessidade de fazer qualquer coisa que seja, e ainda diz que a minha pessoa (e todas as outras que passaram por sua vida antes do tempo presente) não acrescentam nada a ela.
  Bom, bom, bom... o fato é que o Destino de tal (ex)colega era previsível demais desde o meio do ano passado, e eu a avisei inúmeras vezes do ano "horrível" que se seguiria a ela se ela não abrisse os olhos (isso  em incontáveis discussões), e é triste ver como certas pessoas acabam por ficar mais mesquinhas do que já eram quando a pressão fica mais forte, quando a vida de outros conhecidos se encaminha, quando amizades não continuam as mesmas pela falta de tempo livre para os antigos programas de adolescentes despreocupados, quando a sua própria vida fica parada (e aparentemente é uma das mais solitárias), e a impressão que essa preguiça e vagabundagem dá é como se a pessoa fosse um verme putrefato dependente de outro ser para alimentar o próprio ego. E o que resta a tal pessoa? Resta colocar a culpa do gatilho da sua "indiferença" ter sido puxado nos outros, pois é o jeito mais fácil de absolve-se de algo que você mesmo causou e se livrar da própria culpa pelo fato de não ter se esforçado em nada, além do fato de o Orgulho falar mais alto do que a auto-Crítica.
  Às vezes fatos assim são tristes, outras vezes ridículos, outras vezes indiferentes; e no fim das contas o que nos resta é abrir mão, deixar que ela aprenda sozinha o que precisa ser aprendido, pois bater na mesma tecla com determinado Ser se torna exaustivo, e é assim que as "mais puras amizades" se desgastam e se minimizam à "nada mais". Agora a única coisa que eu afirmo, peço e aconselho a vocês é: não se finja de autossuficiente, é comprovado cientificamente que ninguém consegue ser feliz sozinho, então sempre tenha pessoas de confiança ao seu lado, e mesmo que nem todos sejam de total confiança, tenha um amigo, colega ou conhecido para consolá-lo, divertí-lo, distraí-lo e fazer companhia à sua pessoa.
  Não sejam como "Fulana" é, pois não queremos que ninguém aqui fique prejudicado e ou à recusa de encarar a Realidade, assim passando a viver apenas uma Utopia; combinado?