Nós, os plantadores de discórdia, não concordaremos com nada do que você diz; não aprovaremos nunca teus atos; temos nossas próprias alusões; temos nosso próprio modo de pensar e nosso próprio julgamento.
Nós, os plantadores de discórdia, não gostaremos de você só porque seu rosto parece ser inocente; sempre duvidaremos de ti; sempre teremos razões maiores para te jogar contra a parede e te fazer cuspir toda a vergonha que carrega em teu sorriso amarelado.
Nós não iremos ouvir calados; não iremos permanecer com o rabo entre as pernas; não abaixaremos a guarda; não fecharemos os olhos; não cruzaremos os braços.
Nós falaremos em alto e bom som o que quisermos falar; revelaremos o que precisa ser revelado; lutaremos pela nossa dignidade, diferentemente de qualquer outro crápula da sua laia por aí.
Nós, os plantadores de discórdia, jamais desistiremos da luta; jamais perderemos a conduta; não vamos abaixar a cabeça para nenhum sabichão de merda, muito pelo contrário: se é guerra que você quer, então venha armado até os dentes, pois nossas armas passarão disso.
Nós semearemos a imprudência; regaremos a indignação; colheremos a injustiça e te alimentaremos com a insanidade de teus próprios atos, fazendo-o gorfar arrependimento logo em seguida.
Nós, os plantadores de discórdia, apenas agradaremos a nosso ego; e se nem nós mesmos ficarmos agradecidos com isso tudo, tenha certeza: a tua gratidão será extinta para sempre.
